Olivia Rodrigo comprova status de ídolo jovem e emociona fãs em show divertido e abarrotado


Em primeira vinda ao Brasil, cantora de 22 anos atraiu multidão de fãs vestidos a caráter. Apresentação foi dominada por coro e gritaria do público. Olivia Rodrigo canta ‘Drivers License’ no Lollapalooza 2025
Ser headliner do Lollapalooza aos 22 anos é um grande poder e uma grande responsabilidade. Nesta sexta (28), Olivia Rodrigo provou que se alguém tem tamanho para isso, é ela. 
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Rodrigo tinha somente 18 anos quando estreou com “Drivers License”, um hit monumental como quase nenhum artista consegue emplacar.
Depois, vieram os álbuns “Sour”, uma leva de composições sobre emoções adolescentes, e “Guts”, mais maduro, mas ainda dramático. O repertório de ambos esteve no setlist trazido para o Lollapalooza Chile, Argentina e agora Brasil. 
Enquanto ela crescia, o público só aumentava. E foram os fãs dela que dominaram a fila para o festival nesta sexta, alguns desde o dia anterior para garantir lugar na grade.
Olivia abriu o show com “Obsessed”, uma de suas várias composições descontraídas sobre invejar (ou admirar?) outra mulher. Já chegou empunhando uma guitarra, se jogou no palco, pulou e chutou o ar.
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“Ouvi boatos que o Brasil tem uma das melhores plateias do mundo. Vão me mostrar hoje? É melhor que mostrem”, provocou. Como se precisasse.
Apesar da empolgação, Olivia ainda não dominou totalmente a parte vocal. Na lenta “Traitor”, cantou bem; mas se atrapalhou em faixas como “Love is Embarrassing”, quando fez coreografias com as dançarinas e não conseguiu manter o fôlego.
Isso quando dava pra ouvir a voz dela. Em “Drivers License”, foi mais fácil deixar para a galera – que entoou os versos de bom grado. 
Na parte reservada às baladas tristes, não faltou fã chorando. Ela também se emocionou ao ouvir gritos de “Olivia, eu te amo”. “Estou menstruada, vocês vão me fazer chorar”.
Não era preciso fazer muito para encantar um público entregue. Então, a popstar aproveitou para se divertir. Com direito a reboladinhas e uma engatinhada até a guitarrista em “Bad Idea Right”, Olivia trouxe um pouco de sensualidade ao pop punk que canta – mas manteve o show apropriado para famílias.
Para as adolescentes (e seus pais), ela ensinou o beabá do rock: pediu uma rodinha punk e convocou a gritaria, que foi de doer os ouvidos.
Ficou de fora a versão de “Don’t Speak”, do No Doubt, que ela cantou nos outros Lollas. Não fez falta. Olivia é um nome consolidado, em quem as novinhas podem se espelhar, e vem construindo um repertório autoral que dispensa extras. Nesta noite, reuniu milhares de fãs reproduzindo seus looks – status não só de headliner, mas de ídolo.
Alegre, ela encerrou com “Get Him Back” e agradeceu pela calorosa recepção em sua primeira vinda ao Brasil. Da próxima vez, talvez o público dela só caiba em estádios.
Olivia Rodrigo segura declaração de amor a São Paulo no Lollapalooza 2025
Reprodução/Globo
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