Izalci diz que impasse na Constituição seria responsável por “travar” reajuste das forças de segurança do DF

Izalci diz que impasse na Constituição seria responsável por “travar” reajuste das forças de segurança do DFCaio Barbieri

A indefinição sobre o reajuste salarial das forças de segurança do Distrito Federal (DF) provocou críticas do senador Izalci Lucas (PL-DF) ao Palácio do Planalto. Durante sessão no Senado nesta quinta-feira (3), o parlamentar lamentou a demora do governo federal em encaminhar a mensagem ao Congresso Nacional, o que impede a recomposição dos vencimentos dos integrantes da Polícia Civil (PCDF), Polícia Militar (PMDF) e Corpo de Bombeiros (CBMDF).

Izalci apontou uma distorção na legislação vigente que obriga o Governo do DF (GDF) a depender da União para reajustar os salários das categorias, algo que não ocorre em outros estados. Ele também defendeu a PEC 1 de 2025, de sua autoria, para modificar esse modelo e agilizar questões que deveriam ser atribuídas exclusivamente ao chefe do Executivo distrital.

“Nenhum governador de outro estado pede autorização do Planalto para reajustar ou para fazer concurso, somente o Distrito Federal, por conta dessa distorção na legislação. A PEC do Fundo vem para corrigir isso”, afirmou.

O reajuste foi solicitado ao Planalto pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) em fevereiro, com o objetivo de equiparar os salários da segurança pública do DF aos da Polícia Federal, com recomposição de até 44% sobre os vencimentos brutos, conforme o cargo e a corporação.

No entanto, no dia 1º de abril, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) informou ter solicitado ao GDF um estudo de sustentabilidade do Fundo Constitucional, considerando um período de 10 anos. A análise é tratada como essencial para viabilizar as negociações.

“O MGI aguarda o estudo para dar andamento à análise e às discussões no âmbito dos Fóruns de Diálogo com a Polícia Civil, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar do DF”, informou a pasta à imprensa na oportunidade.

Defensor da pauta, o presidente da Câmara Legislativa (CLDF), Wellington Luiz (MDB), afirmou que as negociações sobre o reajuste salarial das forças de segurança foram adiadas até o envio das informações solicitadas pelo governo federal ainda nesta semana.

Além do reajuste, Ibaneis Rocha também solicitou a inclusão da Polícia Penal do DF no Fundo Constitucional, medida que abriria caminho para a valorização salarial da categoria.

Entretanto, o governo federal ainda avalia a viabilidade legal dessa proposta.

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