
A cachorra Veneza, resgatada ferida na noite de terça-feira (25) em Joinville, permanece em tratamento no CBEA (Centro de Bem-Estar Animal) do município. A cadela, que havia sido encontrada com sinais de traumatismo craniano e hematomas na face, além de uma lesão perfurante na região craniana, passou por exames de sangue e raio-x.
O diagnóstico revelou leve anemia e trombocitopenia, uma redução nas plaquetas. O tratamento já foi iniciado e, embora não haja previsão de alta, sua evolução clínica é considerada positiva, segundo a equipe técnica. Na manhã de quinta-feira (27), Veneza teve um breve passeio ao sol na praça próxima à clínica.
“O resgate foi bem rápido. Recebemos o chamado por volta das 21h e às 21h30 a Veneza estava sendo resgatada. Foi o tempo de deslocamento entre o CBEA, que fica no bairro Vila Nova, até o bairro Comasa. Com as ambulâncias veterinárias que temos no CBEA, preparadas para esse tipo de resgate, o animal é acolhido e já iniciamos os primeiros atendimentos”, explica Elisabet de Sousa Mendes, gerente do CBEA Joinville.

Cachorra foi encontrada ferida em ponte de Joinville – Foto: Frada/Divulgação/ND
Atendimentos de emergência
O CBEA, vinculado à Secretaria do Meio Ambiente de Joinville, é responsável pelo atendimento de animais em situação de risco, como feridos, atropelados ou vítimas de maus-tratos. Em 2024, o centro realizou mais de 1.900 atendimentos, incluindo cirurgias, exames e tratamentos veterinários diversos.
Adoção
Veneza já tem um possível adotante, que participou do resgate da cadela. O processo de adoção será formalizado após sua recuperação total. O CBEA também disponibiliza outros animais para adoção, cujos interessados podem consultar no site da Prefeitura de Joinville. Em 2024, foram registradas 366 adoções, além de 216 animais resgatados de casos de maus-tratos.
Casos de maus-tratos
No mesmo dia em que Veneza foi resgatada da ponte Raimundo Paulo da Silveira, dois filhotes de gato foram encontrados jogados em uma ribanceira na região do Itaum. O caso foi denunciado pela ONG Frente de Ação pelos Direitos Animais (Frada) e está sendo investigado pelas autoridades. Os filhotes estão sob os cuidados de uma protetora independente.
Legislação e investigação
Ambos os casos de maus-tratos serão apurados. De acordo com a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) e a Lei nº 14.064/2020, que aumentou a pena para maus-tratos contra cães e gatos, os responsáveis podem ser punidos com reclusão de 2 a 5 anos, além de multa e proibição de guarda de animais. Se o crime resultar na morte do animal, a pena pode ser aumentada.