Avião que caiu no MT era similar ao que causou a morte da cantora Marília Mendonça

Avião que caiu no MT era parecido com o de Marília MendonçaMontagem/portal iG

A queda de um avião na zona rural de Apiacás, a 1.005 km de Cuiabá (MT), nesta quinta-feira (15/8), trouxe à tona semelhanças com o trágico acidente que vitimou a cantora Marília Mendonça em novembro de 2021. As duas aeronaves, embora distintas em modelos, fazem parte da mesma família e compartilham características importantes, como a capacidade de ocupantes, peso e estrutura.

Ambas as aeronaves têm o mesmo peso máximo de decolagem declarado: 4.756 kg. A aeronave em que Marília Mendonça estava tinha sete assentos, enquanto a que caiu em Apiacás possuía oito, incluindo o lugar destinado ao piloto. Um outro ponto comum entre elas é o tipo de propulsão – ambas são turboélice.

Entretanto, as semelhanças param por aí. As diferenças começam a surgir na tecnologia. O modelo do acidente envolvendo a cantora era o C90A, enquanto o que caiu nesta quinta-feira era um C90GTi.

Segundo o especialista em segurança de voo Bruno Pugliesi Goi, o C90A, lançado como uma atualização do F90, teve algumas melhorias, mas foi descontinuado em 1992. Ele possui um motor menos potente que o GTi, que começou a ser fabricado em 2007. “O C90GTi traz uma grande atualização de painel, motor aprimorado e novas tecnologias. Apesar de serem da mesma família, o GTi tem maior capacidade de carga, mais combustível e é tecnologicamente mais avançado”, explicou Pugliesi Goi.

Veja galeria de fotos do avião de Marília Mendonça

No acidente desta quinta-feira, cinco pessoas perderam a vida, entre elas o produtor rural Arni Alberto Spiering, de 70 anos, seus dois netos, um funcionário da fazenda e o piloto da aeronave. O avião, de prefixo PS-AAS, foi fabricado pela Hawker Beechcraft em 2010 e estava com o certificado de aeronavegabilidade válido até o dia 3 de outubro deste ano. Já a aeronave em que estava Marília Mendonça foi fabricada pela Beech Aircraft em 1984. Ambos os aviões possuíam autorização para realizar voos noturnos.

As investigações sobre as causas do acidente ainda estão em andamento, e a semelhança entre os dois casos tem gerado questionamentos sobre a segurança de aeronaves deste tipo no Brasil.

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