Cúpula da Juventude Climática reúne centenas de jovens em Inhotim


Documento gerado pelo evento será entregue às autoridades que vão participar da COP 30, em novembro, no Brasil. Cúpula da Juventude Climática
reprodução/TV Globo
Terminou neste sábado (5), em Belo Horizonte (MG), a Cúpula Global da Juventude Climática.
O lugar onde esses jovens moram no mundo não importa. Eles trocam ideias e conhecimento para garantir um futuro sustentável ao planeta. Christ Ngoma, técnico do programa de reflorestamento do Congo, na África, explica que vivemos em um mundo cosmopolita e, para ser uma liderança ambiental, é preciso trocar experiências sobre como preservar as florestas e o meio ambiente.
Na Cúpula da Juventude pelo Clima, trezentas pessoas de quarenta países participam de palestras, debates e conversas para encontrar formas de usar a biodiversidade para diminuir os efeitos das mudanças climáticas.
“As experiências e soluções de outro país podem ser usadas e importadas para aqui também ou de outras formas”, comenta Mariama Diallo, policial belga.
É uma injeção de ciência climática.
“Nós estamos trazendo todo um conhecimento trabalhado em laboratório, em campo, nossas experiências não apenas contadas, mas com números reais, analise, estatísticas, as mais fortes possíveis, para que possamos encurtar o caminho e mitigar os efeitos das mudanças climáticas”, aponta Geraldo Fernandes, professor da UFMG
Ejaj Ahmad, de Bangladesh, na Ásia, é o fundador do Centro Global de Liderança da Juventude. Ele disse que a maior parte dos jovens da cúpula vive em países que sofrem com a vulnerabilidade climática. Por isso, é tão importante debater como agir localmente para fazer adaptações e enfrentar as mudanças do clima.
As ideias foram debatidas no Inhotim, um dos maiores centros de arte contemporânea do mundo. No meio dessa área verde, numa mistura de mata atlântica e cerrado, as propostas foram organizadas em um documento. Os jovens querem, agora, entregá-lo às autoridades que vão participar da COP 30, em novembro, no Brasil.
” A gente vai construir ideais, premissas e perspectivas para a juventude, mas não só para a juventude, mas também para várias outras comunidades que sofrem com a questão da emergência climática na ponta”, diz Danillo Farias, advogado.
No encerramento, o documento foi apresentado à ministra do Meio Ambiente e Mudança Climática, Marina Silva, que participou virtualmente da cúpula. “Lançar para frente as sementes da esperança de que é possível um mundo melhor”, comentou a ministra.
É mais uma tentativa para impedir que as mudanças climáticas se tornem irreversíveis.
“Que possa ser replicável em diversas regiões e que todo mundo entenda a importância da sociobiodiversidade para a mudança climática e para a economia mundial que precisa se tornar uma economia verde”, aponta Letícia Coelho, estudante.
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