Acusado de matar cozinheiro por dívida de R$ 300 pega mais de 21 anos de prisão no Acre


Igor Gustavo Gomes de Mesquita foi assassinado no Ramal do Espinhara, zona rural do Bujari em março de 2022. Julgamento ocorreu após mais de três anos. Igor Gustavo de Mesquita foi assassinado na noite de domingo (27) na zona rural do Bujari
Arquivo pessoal
Após três anos, a Justiça do Acre condenou a mais de 21 anos de prisão o principal acusado de matar o cozinheiro Igor Gustavo Gomes de Mesquita. A vítima foi assassinada a golpes de facão em março de 2022 no km 6 do Ramal do Espinhara, no Bujari, interior do Acre.
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O julgamento ocorreu na última terça-feira (1º) na comarca do município.
O crime foi motivado por uma dívida de droga no valor de R$ 300 que a vítima tinha com o acusado e um adolescente de 17 anos à época.
Conforme o Ministério Público do Acre (MP-AC), o acusado, que não teve o nome divulgado, cometeu o crime junto com o menor. Ele pegou 18 anos e 9 meses de prisão por homicídio qualificado e 2 anos e 6 meses por corrupção de menores, totalizando 21 anos e 3 meses de reclusão em regime fechado.
O réu não pode recorrer da sentença em liberdade. Por não ter dito o nome divulgado, o g1 não conseguiu contato com a defesa do acusado.
Promotor de Justiça do MP-AC Walter Teixeira atuou no julgamento
Reprodução/MP-AC
Crime
Na época, o delegado da cidade, Bruno Coelho, contou ao g1 como o crime ocorreu e confirmou a motivação. Inicialmente, apenas o adolescente de 17 anos foi apreendido.
Igor Gustavo tinha passado o dia bebendo em um bar no Ramal do Espinhara junto com o acusado e o adolescente. Por volta das 21h, iniciaram uma discussão, momento em que o executor cobrou o valor devido, a vítima disse que ia em casa buscar o dinheiro, mas não retornou ao bar.
Por volta de 1h da madrugada, os acusados foram até a casa da vítima e lá iniciaram novamente uma discussão e depois houve as agressões.
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Arquivo pessoal
“Foram vários golpes, tanto no pescoço, como no rosto. Após a execução do crime, se esconderam nas proximidades”, destacou.
O g1 também conversou com a mãe do cozinheiro, Luzete Dias Gomes, após o crime. Abalada, ela disse que o filho estava morando no local desde dezembro de 2021, depois que teve uma recaída com o uso de drogas.
No dia do crime, a dona da propriedade onde o rapaz estava morando relatou à família que Igor jantou com a família dela e depois foi para casa.
Luzete descreveu o filho como uma pessoa bondosa e que conquistava facilmente outras pessoas.
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