Pix robusto: empresário recebe R$ 690 mil por engano

O empresário Lealdo dos Santos Souza, dmorador de Santos, litoral de São Paulo, recebeu um PIX de R$ 690 mil por engano. E decidiu devolver. O FLIPAR mostrou e republica para quem não viu
“Na hora [do PIX] fiquei desesperado […]. Na minha cabeça, a primeira coisa que eu pensei era que fosse algum golpe, que os caras jogaram na minha conta por engano e depois iam vir me procurar”, afirmou o empresário, que tem um comércio no ramo de ar-condicionado automotivo.
Na ocasião, o empresário chegou a pensar que fosse o valor do resgate de algum sequestro. Depois de 24 horas, foi até a agência do banco de origem da quantia para dar prosseguimento à devolução.
Lealdo descobriu que a quantia seria utilizada para a compra de um apartamento. Ele, então, teve que parcelar a transferência do dinheiro por um problema no banco.
Um dia após receber o PIX, Lealdo encontrou o dono da quantia, depois do gerente do banco de origem localizar e entrar em contato com o proprietário da conta.
“Fiquei mais feliz depois que eu consegui achar [o dono]. Vi que era um senhor, uma pessoa de boa índole que trabalhou pra caramba. Bancário, estava comprando um apartamento ”, afirmou.
Após a devolução, ambos descobriram que o bancário foi cliente do empresário um mês antes da transferência por engano. “Fiz um trabalho no carro dele”, relatou Lealdo
Lealdo tentou fazer o estorno, mas foi bloqueado pelo seu banco, o C6. “Tive um transtorno. Eles bloquearam a minha conta, não conseguia fazer nada”. Após resolver essa situação, só conseguiu devolver a quantia em parcelas.
Diante disso, o empresário teve que fazer um PIX de R$ 100 mil por dia até chegar ao valor de R$ 690 mil. Ao longo da transação, Lealdo ficou em contato com a advogada do dono do dinheiro.
Por meio de uma nota oficial, o C6 Bank informou que opera segundo as regras de funcionamento do PIX. O saldo foi bloqueado, portanto, por causa do sistema Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Banco Central.
O PIX é um meio de pagamentos e transferências desenvolvido pelo Banco Central do Brasil para facilitar as transações financeiras. Atualmente, é o segundo meio de pagamento preferido dos brasileiros.
O erro de Big é comum, já que o PIX é algo novo no universo do brasileiro. Em 2022, a advogada Jéssica Martins Cortes, de 28 anos, recebeu o dinheiro via PIX. Ao conferir com a seguradora, devolveu a quantia.
“Estava esperando R$ 14 mil, mas quando recebi a notificação e apareceu o valor, eu olhei e falei: ‘Meu Deus, está errado’. Assustei. Abri o aplicativo e vi que era R$ 100 mil mesmo. Estava até com medo de andar com tanto dinheiro na conta”, disse.
Segundo o Banco Central, é possível cancelar a transação apenas antes da confirmação do pagamento. Depois de confirmar, a liquidação do PIX ocorre em tempo real, o que impossibilita o cancelamento.
Segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), quem recebeu um PIX por engano tem que entrar em contato com o destinatário para devolução do valor. A não devolução de um PIX feito por engano pode resultar em uma ação judicial e eventuais penalidades.
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