
Emicida (à esquerda) rompe com o irmão Fióti por questão empresarial que já está na Justiça
Reprodução / Facebook Fióti
♫ OPINIÃO
♩ É muito triste assistir à briga entre Emicida e Fióti, tornada pública na tarde de sexta-feira, 28 de março, por comunicado lacônico na rede social de Emicida. Já na esfera judicial, o rompimento dos artistas – por discordâncias financeiras no gerenciamento da empresa Laboratório Fantasma, da qual ambos eram sócios desde 2010 – provoca prejuízos musicais, como o da rapper Drik Barbosa, artista lançada sob a égide da parceria empresarial.
Contudo, o rombo maior, incalculável, é o afetivo. São dois irmãos que cresceram juntos na vida e na música, filhos da mesma mãe, Dona Jacira, também dilacerada pela briga entre Leandro e Evandro.
Sim, porque, aos olhos do público, trata-se de briga empresarial entre Emicida e Fióti. Sob o prisma familiar, a fratura da sociedade profissional impacta inevitavelmente e talvez definitivamente as relações pessoais entre Leandro e Evandro, dois irmãos, dois parceiros.
Do ponto de vista artístico, o grande nome da parceria é Emicida, rapper que transcendeu o gueto ao longo dos anos 2010. Fióti, embora também seja cantor e compositor, era o nome que gerenciava a carreira de Emicida.
Mas que importância tem isso diante da ruptura familiar? São dois irmãos que até então se caracterizavam como dois corpos em um alma só, como Fióti chegou a dizer em entrevista ao programa Conversa com Bial (Globo).
Não, não importa quem tem razão na briga financeira, pois essa questão, em última instância, é da Justiça. Mas importa muito o impacto que essa separação ruidosa poderá causar na música e na alma de Emicida. Porque o artista jamais será o mesmo.