Mais um policial é preso suspeito de participação em sequestro de empresário espanhol em SP

A Polícia Civil de São Paulo prendeu um terceiro policial suspeito de envolvimento no sequestro do empresário espanhol, de 25 anos, mantido refém em um cativeiro em Mogi das Cruzes, na Grande SP. O caso aconteceu no início da semana passada, na segunda-feira (24)

Empresário espanhol vítima de sequestro no Brasil

Empresário espanhol sequestrado em São Paulo é investigado por golpes no Equador – Foto: Divulgação/ND

A vítima, Rodrigo Perez Aristizabal, relatou às autoridades que ficou sob o domínio dos sequestradores por cinco dias, até sábado (29), quando conseguiu escapar. Ele disse que chegou a ter cerca de US$ 50 milhões de dólares desviados das suas contas bancárias – cerca de R$ 280,3 milhões na cotação atual.

Policiais são presos por sequestro de empresário espanhol

A identidade do agente detido não foi informada e, por isso, não foi possível localizar a sua defesa. Dois outros policiais, um militar da reserva e um civil, já tinham sido detidos. A Dope (Divisão Antissequestro do Departamento de Operações Policiais Estratégicas) investiga o caso.

O terceiro agente, também policial civil, estava foragido. Ele foi capturado na noite de quarta-feira (2) e preso temporariamente, segundo a SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública do Estado).

Ainda conforme a pasta, a Corregedoria da Polícia Civil apontou a participação de sete suspeitos ao todo no caso, incluindo a namorada da vítima, Luana Bektas Lopez, do Paraguai. A defesa dela não foi localizada. A SSP-SP disse, em manifestações anteriores, que não tolera desvios de conduta.

Cama com algemas penduradas na cabeceira

A vítima se libertou das algemas ao dopar o vigia com tranquilizante – Foto: Divulgação/ND

“Uma ex-namorada da vítima também é alvo das investigações, que prosseguem sob responsabilidade da Divisão Antissequestro do Dope e das Corregedorias das Polícias Civil e Militar para o completo esclarecimento dos fatos”, informou a secretaria, em nota.

Empresário espanhol foi mantido refém por cinco dias

O crime aconteceu no início da semana passada. O empresário Rodrigo Perez Aristizabal relatou à polícia, sem conseguir precisar o dia, que voltava de uma padaria para o seu apartamento, no Ipiranga, zona sul da cidade, quando foi abordado por dois homens que estavam em uma camionete preta com a logomarca da Polícia Civil.

Ele foi chamado pelo nome. Ao responder, os supostos agentes teriam dito que eram da polícia internacional, e o colocaram à força no veículo. Os suspeitos estavam usando uniforme da Polícia Civil, segundo o boletim de ocorrência. O caso teria acontecido entre na segunda, 24, ou terça-feira, 25, conforme o relato do empresário.

Aristizabal foi levado para um cativeiro, em uma área de mata em Mogi das Cruzes. Ele relata que teve de tomar remédio para dormir e que passou a ser extorquido pelos sequestradores. De acordo com a vítima, os suspeitos teriam desviado uma quantia de US$ 50 milhões da sua conta – cerca de R$ 280 milhões na conversão atual.

Viatura da polícia em frente à residência onde empresário foi mantido refém

Casa em Mogi das Cruzes serviu de cativeiro para sequestro do empresário espanhol – Foto: Divulgação/ND

Conforme o registro policial, no sábado, ele conseguiu escapar do cativeiro depois de colocar, escondido, o remédio tranquilizante em uma bebida que estaria tomando acompanhado de um dos sequestradores, de quem teria conseguido a confiança.

O empresário espanhol conseguiu se libertar das algemas, escapar do cativeiro, e acessar um restaurante, onde acionou a PM. Os agentes foram ao lugar onde o empresário era mantido como refém e encontraram um dos sequestradores no local do crime. Aos policiais, o agente confessou a participação no crime e foi preso em flagrante.

Participação da namorada

A Corregedoria da Polícia Civil investiga a participação da namorada do empresário espanhol no crime. Ele relatou à polícia que Luana Bektas teria aparecido no local do cativeiro em um dos dias em que esteve sob o domínio dos bandidos.

Ainda conforme o registro policial, o empresário teria percebido, no dia do sequestro, que a companheira estava trocando mensagens no celular com um contato identificado como “Thor”, com quem ela já teria conversado em outras oportunidades, escondida do empresário.

*Com informações do Estadão Conteúdo.

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