Etanol foi ponto de partida da negociação – o Brasil temia taxação maior por lobby dos produtores americanos do álcool. Em fevereiro, Trump tinha anunciado aumento da tarifa sobre o produto. Representantes do Itamaraty e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio costuraram um acordo com os Estados Unidos partindo do etanol. O Brasil já sabia que os produtores americanos de etanol tinham grande influência sobrea Casa Branca, são um setor que tem peso político e decisivo em eleições. E temia que isso levasse o Brasil ficar entre os mais tarifados.
Por isso o ponto de partida da negociação que deixou o Brasil entre os menos tarifados foi o etanol. Os negociadores reforçaram com os americanos que o etanol brasileiro já foi tarifado em fevereiro, numa medida que Trump chamou de reciprocidade. Nessa quarta-feira (02), o blog antecipou a reunião entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, com o representante comercial dos EUA, Jameson Greer.
Outro argumento colocado aos EUA foi o de que o açúcar, por exemplo, tem tarifa extremamente vantajosa para os americanos, e extremamente penosa para o Brasil. Mais, o Brasil tem comércio deficitário com os EUA, enquanto os americanos tem relação superavitária. Nos últimos 15 anos, U$ 410 bilhões.
O Brasil ter ficado entre os menos taxados é um resultado dessa negociação mas também da linha mestra de Trump: ele não faz amigos, faz negócios. Por isso o Brasil foi taxado em 10%, e o aliadíssimo de Trump , Javier Milei, presidente da Argentina, recebeu o mesmo tratamento. É sobre dinheiro, pragmatismo e relações comerciais. E , em se tratando de Trump, tudo embalado em discurso populista, com anúncios em tom de ameaça , deixando o mundo em suspenso, um clima de que tudo pode acontecer . Mas na hora de decidir o tarifaço, contou mesmo negociação e dinheiro.
Por isso o ponto de partida da negociação que deixou o Brasil entre os menos tarifados foi o etanol. Os negociadores reforçaram com os americanos que o etanol brasileiro já foi tarifado em fevereiro, numa medida que Trump chamou de reciprocidade. Nessa quarta-feira (02), o blog antecipou a reunião entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, com o representante comercial dos EUA, Jameson Greer.
Outro argumento colocado aos EUA foi o de que o açúcar, por exemplo, tem tarifa extremamente vantajosa para os americanos, e extremamente penosa para o Brasil. Mais, o Brasil tem comércio deficitário com os EUA, enquanto os americanos tem relação superavitária. Nos últimos 15 anos, U$ 410 bilhões.
O Brasil ter ficado entre os menos taxados é um resultado dessa negociação mas também da linha mestra de Trump: ele não faz amigos, faz negócios. Por isso o Brasil foi taxado em 10%, e o aliadíssimo de Trump , Javier Milei, presidente da Argentina, recebeu o mesmo tratamento. É sobre dinheiro, pragmatismo e relações comerciais. E , em se tratando de Trump, tudo embalado em discurso populista, com anúncios em tom de ameaça , deixando o mundo em suspenso, um clima de que tudo pode acontecer . Mas na hora de decidir o tarifaço, contou mesmo negociação e dinheiro.