Com popularidade em baixa e buscando pontes com o Congresso, Lula encontra parlamentares na residência oficial de Alcolumbre

Movimentação ocorre no mesmo dia em que a pesquisa Genial/Quaest revelou um aumento da desaprovação ao governo, que passou de 49% em janeiro para 56% agora. Com a popularidade em queda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem buscado reaproximar sua base política no Congresso Nacional. Nesta quarta-feira (2), Lula se reuniu com parlamentares em um encontro reservado na residência oficial do senador Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado e do Congresso.
A movimentação ocorre no mesmo dia em que a pesquisa Genial/Quaest revelou um aumento da desaprovação ao governo, que passou de 49% em janeiro para 56% agora.
Já a aprovação caiu de 47% para 41% no mesmo período. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 27 e 31 de março. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
Foco no Congresso
Diante do cenário, auxiliares de Lula avaliam que é necessário reforçar a articulação política para evitar desgastes com o Congresso. O encontro com parlamentares na casa de Alcolumbre, um dos principais articuladores do Senado, é visto como um gesto político estratégico, especialmente em um ano em que temas como reforma tributária, anistia do 8 de janeiro e relação com o Centrão devem dominar a pauta legislativa.
Fontes do Planalto admitem que há preocupação com a distância crescente entre o governo e parte da base aliada. A expectativa é de que a ministra Gleisi Hoffmann, que assumiu a Secretaria de Relações Institucionais, consiga ampliar o diálogo com parlamentares, especialmente os do Centrão, que mantêm cargos no governo, mas ainda resistem a declarar apoio à eventual reeleição de Lula em 2026.
Queda entre mulheres, jovens e no Nordeste
A pesquisa mostra que Lula perdeu apoio em segmentos onde tradicionalmente tem mais força, como mulheres, jovens e eleitores do Nordeste. Pela primeira vez, a maioria das mulheres (53%) desaprova o governo — eram 47% em janeiro. Entre os jovens de 16 a 34 anos, a desaprovação saltou 12 pontos, chegando a 64%.
No Nordeste, o principal reduto eleitoral de Lula, houve empate técnico: 52% aprovam e 46% desaprovam. Antes, a aprovação era confortável. No Sudeste, 60% desaprovam o governo e apenas 37% aprovam. Nas demais regiões, a reprovação também cresceu ou oscilou para cima.
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