Integração no Bairro: ao vivo do Manoel Honório, MG1 contou história do bairro, ouviu moradores e comerciantes


Com o tempo, o local se transformou, recebeu casas, estabelecimentos e moradores, tornando-se uma das áreas mais importantes da cidade. Toda essa história foi compartilhada na sexta-feira (28), durante a estreia do quadro da TV Integração. Integração no Bairro Manoel Honório, em Juiz de Fora
TV Integração/Reprodução
O Bairro Manoel Honório, em Juiz de Fora, surgiu a partir da divisão da Fazenda da Divisa, uma grande área de terra que ficava entre o que hoje são os bairros de Santa Terezinha e Vitorino Braga. Com o tempo, o local se transformou, recebeu casas, comércios e moradores, tornando-se uma das áreas mais importantes da cidade.
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Toda essa história foi compartilhada na sexta-feira (28), na estreia do quadro Integração no Bairro, no MG1, apresentado pela jornalista Érica Salazar na TV Integração.
Ao vivo da Praça Alfredo Lage, localizada ao longo da principal avenida do município, a Rio Branco, o telejornal explorou curiosidades sobre o bairro, conheceu os moradores e reviveu momentos marcantes da região.

Veja abaixo alguns fatos e mergulhe no passado do Bairro Manoel Honório.
De fazenda a bairro
Bairro Manoel Honório surgiu com a divisão da Fazenda da Divisa em Juiz de Fora
TV Integração/Reprodução
O Bairro Manoel Honório surgiu com a divisão da Fazenda da Divisa, que ocupava uma grande área entre os atuais bairros de Santa Terezinha e Vitorino Braga.
Por volta de 1911, Manoel Honório de Campos, dono da Fazenda da Divisa, que também chegou a ser vereador na cidade e era famoso pelas grandes plantações de café, morreu. Após a morte dele, as terras foram compradas por Belfort de Andrade, que decidiu dividir a propriedade.
Com o tempo, surgiram várias comunidades na região, entre elas o Bairro Manoel Honório, que recebeu o nome do fazendeiro, além de bairros como Centenário, Santa Rita, Bairu e Nossa Senhora Aparecida.
“Por exemplo, o Centenário, em direção ali até a Garganta do Dilermano, se chamava ‘grota dos Macacos’. Foi uma comunidade que surgiu dentro da Fazenda da Divisa”, explicou o historiador Vanderley Tomaz.
A sede da Fazenda da Divisa ficava onde hoje está a Escola Estadual Francisco Bernardino, na Rua Sergipe, s/n.
Maior ponte da cidade
Ponte do Bairro Manoel Honório, em Juiz de Fora
TV Integração/Reprodução
Localizado na interseção de duas das principais avenidas da cidade, a Rio Branco e a Avenida Brasil, o Bairro Manoel Honório serve como passagem para diversas regiões e apresenta um trânsito intenso de veículos.
Por aqui está a maior ponte da cidade, que leva o mesmo nome do bairro, conforme apuração da TV Integração.
A construção já passou por duas remodelações para se adequar às necessidades do tráfego.
“Até os anos 30, era uma ponte de madeira e ameaçava cair. Então, o prefeito da época, Menelick de Carvalho, em 1934, construiu uma ponte de concreto em substituição àquela de madeira, que estava prestes a cair. Muito tempo depois, no governo de Melo Reis, a ponte antiga foi duplicada, dando origem à ponte que vemos hoje”, disse Vanderley Tomaz.
Ponte do Bairro Manoel Honório, em Juiz de Fora, antigamente
TV Integração/Reprodução
A criação da ‘Garganta’ e mudança da praça
Seguindo pela Avenida Rio Branco, encontra uma das grandes obras de engenharia da cidade: a Garganta do Dilermando. O local recebe esse nome em homenagem ao médico e então prefeito Dilermando Martins da Costa Cruz Filho.
“Até os anos 60, ali na Garganta, era apenas uma trilha para as pessoas, um lugar de muito mato, fechado e muito complicado. Era praticamente inacessível para qualquer veículo. Até que, em 71, o prefeito Agostinho Pestana fez a abertura de toda a largura que se vê ali na garganta, além de toda a pavimentação”, complementou o historiador.
Construção da Garganta do Dilermando em Juiz de Fora
TV Integração/Reprodução
Dentre as muitas mudanças no trânsito do bairro ao longo dos anos, uma das principais ocorreu bem no coração do Manoel Honório, na Praça Alfredo Lage.
No final dos anos 90, com o aumento do fluxo de veículos, foi necessário reconstruir todo o local, e a antiga rotatória deu lugar à ampliação da principal avenida da cidade, a Rio Branco.
A mudança, que na época dividiu opiniões, foi bem recebida pelo pipoqueiro Charles Antunes. “Antes, não tinha aquele movimento. Depois que a praça ficou assim, passou a ter mais movimento. O pessoal chega, senta, bate papo e come uma pipoca”, finalizou.
Antes e depois da Praça Alfredo Lage, em Juiz de Fora
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Apesar das transformações… a memória fica…
Comerciante Álvaro José Fernandes
TV Integração/Reprodução
O tempo passou, o Bairro Manoel Honório cresceu, mas algumas coisas resistem, preservando a tradição e a memória que fazem parte da história do lugar.
Um exemplo vivo disso é o comerciante Álvaro José Fernandes, que, com muito orgulho, hoje ‘comanda’ a papelaria ‘Anapel’, fundada pelos pais em 1981, em uma rua que carrega tantas lembranças da região.
“Eles estão aqui no bairro praticamente desde esse período e ficaram aqui até o ano 2000, mais ou menos, quando se aposentaram. Eu sou filho e estou na segunda geração da loja, e estou aqui desde então. Nesse imóvel, a loja está desde 1988, então minha infância foi aqui, brincando de vender”, disse.
A história de Álvaro José se mistura com a de tantas outras pessoas que, apesar do passar dos anos, continuam resistindo com força e determinação. Você pode conferir muito mais sobre o Bairro Manoel Honório nos vídeos abaixo:
Moradores do Bairro Manoel Honório fazem festa durante o MG1 em Juiz de Fora
Conheça como surgiu o Bairro Manoel Honório, em Juiz de Fora
Conheça grupo de moradores que cresceu junto no Bairro Manoel Honório, em Juiz de Fora
Comércio do Bairro Manoel Honório, em Juiz de Fora, une tradição e novidades
Ficha técnica:
Produção: Ester Vallim
Cinegrafistas: Humberto Campos, Rodrigo Souza e Rodrigo Soares
Edição: Juliana Duarte
Apresentação e Edição: Érica Salazar
Repórteres: Maria Elisa Diniz
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