Parlamentares veem proximidade com Motta como determinante na escolha de Gleisi para SRI


Presidente do PT foi peça-chave na eleição do atual comandante da Câmara. Apesar de críticas, deputados avaliam que Gleisi chega mais empoderada do que Padilha para comandar o ministério. Presidente da Câmara dos Deputados, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), e Lula.
Ricardo Stuckert/PR
Parlamentares ouvidos pelo g1 nesta sexta-feira (28) avaliam que a proximidade de Gleisi Hofmann com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), foi um dos pontos que pesou na escolha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência.
A pasta é responsável pela articulação do governo com o Congresso e tem entre as atribuições coordenar a interlocução do Poder Executivo com as organizações da sociedade civil.
Gleisi Hoffmann é anunciada como ministra das Relações Institucionais
Segundo os parlamentares, a nomeação passou por um arranjo que envolveu a indicação de Lindbergh Farias (PT-RJ) para a liderança do PT, a nomeação de Alexandre Padilha para o Ministério da Saúde e a escolha de Isnaldo Bulhões (MDB-AL) para a liderança do governo na Câmara, esta última ainda não concretizada.
A presidente do PT foi peça fundamental no apoio do PT a Motta na eleição para a Casa, e atuou junto com Lindbergh e Isnaldo na escolha.
Juntos, eles são apontados como “mentores intelectuais” da candidatura de Motta, ao lado do ex-presidente Arthur Lira (PP-AL). Isnaldo chegou colocar seu nome para a disputa da presidência, mas retirou em apoio a Motta.
Este arranjo, segundo os parlamentares, mostra que a relação com o Legislativo não será tocada apenas por Gleisi.
A deputada é criticada por colegas por ter pouco trânsito entre os “deputados da planície” e, na palavra de um parlamentar, carregar um estigma de ser petista demais”.
Outra ponto no arranjo é manter o controle da Saúde com o PT no momento em que as emendas parlamentares foram liberadas, ao mesmo tempo em que o partido continua à frente da pasta (SRI) que cuida do relacionamento e articulação com os movimentos sociais.
Empoderada
Apesar das críticas à defesa enfática das pautas do partido, deputados acreditam que Gleisi será uma ministra mais forte do que o ex-chefe da pasta.
Padilha era considerado um ministro “fraco” pelos parlamentares, por não ter autoridade e força frente aos ministérios para cumprir as promessas feitas a deputados e senadores.
Os parlamentares avaliam que Gleisi tem uma melhor relação com Lula e chega mais empoderada ao cargo.
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