Advogado de motorista de caminhão que atingiu ônibus de universitários nega cansaço e diz que jornada não é exaustiva


Segundo a defesa, Evandro Rogério Leite fez apenas uma viagem no dia do acidente e estava a 20 km do ponto onde iria pernoitar. Preso, condutor foi transferido para a Penitenciária de Pontal (SP) nesta terça-feira (25). Motorista Evandro Rogério Leite, que dirigia caminhão que bateu em ônibus e matou 12 estudantes, está internado sob escolta policial
Reprodução/EPTV
O advogado Marcos Henrique Coltri, que defende o motorista suspeito de causar o acidente que matou 12 universitários na quinta-feira (20) em Nuporanga (SP), disse nesta terça-feira (25) que Evandro Rogério Leite fez apenas uma viagem naquele dia e voltou a negar que ele estivesse cansado no momento da colisão com o ônibus.
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À rádio CBN Ribeirão, Coltri afirmou que o motorista estava a 20 quilômetros do ponto onde iria parar e pernoitar. Ele também é advogado da J4 Transportes, empresa dona do caminhão.
“O Evandro realiza uma viagem por dia, não é uma distância longa. Então, no dia do acidente, por exemplo, ele tinha feito uma parada em Barretos para tomar banho e jantar. Descansou um pouco e seguiu com destino a Pratápolis, onde estaria fazendo uma parada no posto Buriti, ali em Franca, para poder pernoitar. O acidente aconteceu praticamente próximo a 20 quilômetros da onde ele ia parar para pernoitar, então ele estava descansado”.
Evandro, que também ficou ferido no acidente, recebeu alta hospitalar no sábado (22) e foi encaminhado para a Cadeia de Santa Rosa de Viterbo (SP).
Ônibus que colidiu com caminhão entre Nuporanga (SP) e São José da Bela Vista (SP) ficou destruído
Samuel Santos/CBN Ribeirão
Nesta terça, o motorista foi transferido para a Penitenciária de Pontal (SP). A prisão preventiva dele foi decretada na sexta-feira (21), um dia após o caso. Ele responde por omissão de socorro e tentativa de fuga e ainda deve responder por homicídio e lesão corporal.
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Evandro é alvo de um inquérito policial que tem o objetivo de apurar se ele foi imprudente na direção do caminhão. A polícia investiga se ele estava com sono no momento da batida, mas Coltri afirma que o motorista não tem jornada exaustiva.
“É uma viagem por dia e nada mais. Ele estava em condições e descansado para poder realizar aquele trajeto com tranquilidade. O que aconteceu, de fato, mesmo, foi um acidente, uma fatalidade que, com certeza, pegou todo mundo de surpresa. Ainda mais em uma rodovia com as condições como aquela”.
Evandro ainda deve ser interrogado formalmente, e as investigações têm prazo inicial de serem encerradas em dez dias.
Ônibus que colidiu com caminhão entre Nuporanga (SP) e São José da Bela Vista (SP) ficou destruído
Samuel Santos/CBN Ribeirão
Tragédia em Nuporanga
O acidente ocorreu na noite do dia 20 de fevereiro, na Rodovia Waldir Canevari (SP-355/330), entre Nuporanga (SP) e São José da Bela Vista (SP), em um trecho de pista simples utilizado como rota alternativa para uma outra rodovia, em melhores condições, mas temporariamente interditada devido a problemas em uma ponte. O impacto deixou a lateral do ônibus completamente destruída.
Além das 12 mortes confirmadas, ao menos outras 19 pessoas feridas foram levadas para hospitais da região. A última a receber alta foi a estudante Priscila Teixeira Lombardi, que estava internada na Santa Casa de Franca (SP).
Parte dos estudantes havia começado a estudar este ano e, para alguns, era o terceiro dia de aula.
Os corpos foram enterrados no sábado, sob forte comoção da população de São Joaquim da Barra, de onde eram as vítimas. Na segunda-feira (23), a prefeitura informou que cancelou a programação de Carnaval na cidade.
Funeral em São Joaquim da Barra de uma das vítimas de acidente de ônibus em Nuporanga, SP
Carlos Trinca/EPTV
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