Bom momento
Em novembro, o grupo levantou R$ 1,2 bilhão com emissão de debêntures de 10 anos, a segunda feita este ano, com as quais reduziu em cerca de 1 ponto porcentuaAegeausto de sua dívida e alongou o prazo médio de três para oito anos. “Não tínhamos intenção de realizar essa segunda captação, mas vimos que seria necessário fazer mais um reforço de caixa, quando entendemos que o ambiente poderia deteriorar”, disse o diretor-financeiro da Equipav, Danilo Garcez, à Coluna. O caixa da Equipav subiu para R$ 1,6 bilhão.
Capital privado
Ele lembra, citando dados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que há pelo menos R$ 90 bilhões de investimento previstos em concessões que devem ocorrer em nove estados brasileiros nos próximos dois anos. “A participação dos investidores privados nos projetos de saneamento deve subir de 42% atuais para 60%, precisamos estar preparados”, afirma.
Sem IPO
A Aegea é a única empresa embaixo do braço de saneamento da Equipav e, de acordo com Garcez, deve continuar sendo o principal veículo no segmento dentro do grupo, em parceria com Itaúsa e o fundo soberano de Cingapura GIC. Para Garcez, a agenda de saneamento é robusta o suficiente para manter a Aegea centrada na participação de todos os leilões que vierem. O grupo ainda mantém viva a intenção de fazer uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em bolsa permanece, mas é pouco provável que uma estreia aconteça no ano que vem, de acordo com ele.
Quase lá
A Equipav, nascida há 60 anos e reformulada em 2010, quando começou a investir em saneamento, está construindo caminho também na concessão de rodovias, por meio da EPR, onde tem como sócia a gestora de infraestrutura Perfin. “A EPR, nasceu em 2022 e já é uma plataforma consolidada no setor de rodovias, com seis novos produtos de concessão para ganhar maturidade, se aproximando da Aegea, que está no ponto ideal, super madura e com vida própria, pagadora de dividendos e uma estrutura de capital própria”, afirma.