Suspeito de sequestrar e abusar de menina no RS cumpriu pena até janeiro, diz TJ


Segundo a Justiça do RS, homem estava em prisão domiciliar até o final de janeiro, quando foi liberado após o cumprimento da pena. Caso aconteceu em Tramandaí, no Litoral Norte. Criança desapareceu após sair sozinha para brincar e foi mantida refém por homem dentro de alçapão.
Apontado como o homem que sequestrou uma menina de 9 anos e a manteve presa em um alçapão por cerca de 12 horas em Tramandaí, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, Marco Antônio Bocker Jacob, de 61 anos, estava em prisão domiciliar até janeiro, segundo o Tribunal de Justiça do RS.
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De acordo com o TJ-RS, Marco Antônio cumpria uma condenação no regime aberto, em prisão domiciliar por violação de domicílio, sequestro e cárcere privado, além de lesão corporal. A pena se encerrou em 14 de janeiro.
Segundo a Polícia Civil, o homem também já havia sido indiciado por crimes como feminicídio, tráfico de drogas, furto em veículo, crueldade contra animais e lesão corporal.
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Conforme a Polícia, Marco Antônio Bocker Jacob é suspeito de sequestrar a menina na tarde da última terça-feira (25), o bairro Parque dos Presidentes, em Tramandaí, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.
A criança foi mantida presa em um alçapão de uma loja de conveniência no bairro Parque dos Presidentes. O local era nos fundos de uma loja de conveniência do suspeito do crime, que teria oferecido picolé para atrair a menina. O homem foi linchado e morto após a descoberta do crime.
Em entrevista à Rádio Gaúcha, na manhã desta quinta-feira (27), a mãe da menina informou que, após ser resgatada, ela foi encaminhada para atendimento especializado em um hospital de Porto Alegre. Ela já retornou para casa. A mãe ainda conta que a menina contou detalhes dos momentos vividos e que está traumatizada.
Local onde a menina foi mantida durante sequestro.
Redes Sociais/Reprodução
Entenda o que aconteceu
À RBS TV, o pai da menina relatou que ela havia saído de casa no final da tarde de terça-feira (25), por volta das 16h, para brincar na praça em frente à residência devido ao calor intenso.
Familiares estranharam a demora para seu retorno e iniciaram as buscas nas proximidades. Com a ajuda de vizinhos, espalharam cartazes e acionaram um carro de som que percorreu as ruas anunciando o desaparecimento.
Durantes as buscas, o pai da menina foi até a loja de conveniência onde a criança era mantida refém pelo suspeito. Ele contou, em depoimento à reportagem da RBS TV, que estranhou a conduta do homem quando perguntou sobre sua filha. Ele descreve que uma música muito alta tocava no local, o que chamou sua atenção. Ele também suspeitou de um arranhão no nariz do suspeito.
A Brigada Militar e a Polícia Civil foram chamadas e, por meio de imagens de câmeras de segurança, identificaram a menina entrando na loja. Ao chegarem ao local, os agentes ouviram gritos de socorro vindos do interior do estabelecimento.
Uma busca imediata foi realizada e a criança foi encontrada presa em um compartimento escondido Veja as imagens no vídeo no início dessa matéria.
Suspeito foi linchado e morto
O dono da conveniência recebeu voz de prisão no momento do resgate, segundo a Polícia Civil. Uma pessoa que estava dentro do estabelecimento alertou moradores sobre a detenção, o que teria desencadeado a revolta. O suspeito foi linchado por moradores e morreu em decorrência das agressões.
Os PMs que prestavam atendimento à criança informaram que solicitaram apoio e tentaram impedir o ataque, mas uma grande quantidade de pessoas se aglomerou, agrediu o suspeito, depredou a loja e destruiu um carro que estava em frente.
A Brigada Militar disse que interveio com balas de borracha, gás de efeito moral e spray de pimenta para dispersar a multidão.
Carro foi destruído por moradores revoltados com suspeita de abuso de criança em Tramandaí
Reprodução/RBS TV
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