Ministra do Meio Ambiente assina portaria que estabelece estado de emergência em áreas com risco de incêndios florestais


Medida detalha as regiões do país que estarão em estado de emergência em períodos específicos; medida permite a contratação de brigadistas especializados em biomas A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, na Conferência do Meio Ambiente de São Paulo
Patricia Santos/TV Globo
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, assinou nesta quinta-feira (27) uma portaria que estabelece estado de emergência em áreas mais suscetíveis a incêndios florestais.
A portaria detalha as regiões do país que estarão em estado de emergência para incêndios florestais em épocas específicas e permite a contratação de brigadistas especializados em biomas, com agentes indígenas, quilombolas e de comunidades que conheçam o território e possam contribuir efetivamente com as ações preventivas.
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“Teremos pela primeira vez um planejamento estratégico faseado ao longo do ano considerando evolução do clima e risco de incêndio”, afirmou o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco.
O governo também anunciou um aumento no número de brigadistas que estarão atuando no combate ao incêndio, com mais de 4,6 mil profissionais. O número representa um aumento de 25% em relação ao ano passado.
Rodrigo Agostinho, presidente do Ibama, afirmou que a portaria especifica as ações que serão tomadas por região e prazo e que as ações serão realizadas de forma integrada com outros órgãos e governos estaduais.
“A ideia é que a estratégia seja integrada. Estamos trabalhando de forma muito intensa a integração com órgãos ambientais. Ibama e ICMBio atuam em áreas federais, mas o fogo não tem dono […]. Agimos em áreas fora da competência legal porque o patrimônio precisa ser preservado”, afirmou Agostinho.
Segundo o MapBiomas, em 2024, mais de 30,8 milhões de hectares foram queimados no Brasil entre janeiro e dezembro de 2024, área maior que todo o território da Itália. O número representa um aumento de 79% em relação a 2023, sendo a maior área queimada registrada desde 2019.
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