
Um integrante de facção criminosa foi condenado a 16 anos de prisão após realizar um “tribunal do crime”, em Brusque, no Vale do Itajaí, em maio de 2023. O crime teria sido motivado por disputas entre facções rivais.

Erro na manipulação da arma salvou a vida da vitima, que conseguiu fugir e pedir socorro antes que os criminosos concluíssem o assassinato – Foto: Maxim Hopman/Unsplash/ND
Segundo o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), o caso aconteceu em maio de 2023, no bairro Azambuja, quando a vítima foi sequestrada, torturada e quase assassinada por integrantes de uma facção criminosa.
A vítima foi abordada na rua por um grupo de criminosos, forçada a entrar em um veículo e levada até uma área de mata, onde foi amarrada e agredida violentamente com socos, coronhadas e facadas.
Vítima conseguiu fugir do “tribunal do crime”
O crime, no modelo do chamado “tribunal do crime”, em que facções impõem punições violentas a desafetos ou integrantes que desobedecem a suas regras, só não se concretizou por um erro na manipulação da arma.
Durante a tentativa de execução, as munições caíram no chão, momento que a vítima aproveitou para se soltar e pedir socorro antes que os criminosos a matassem.
De acordo com o Ministério Público, a vítima se mudou de Brusque por medo de represálias e a sua localização atual é desconhecida. “Ele foi marcado para morrer e vive escondido para evitar sua execução”, apontou a Promotoria de Justiça.
O réu foi considerado culpado pelos crimes de tentativa de homicídio triplamente qualificada e porte ilegal de arma de fogo. Ele segue preso no Presídio de Itajaí, onde já cumpria pena por outros crimes.