Com aumento de público, blocos tradicionais de Olinda passam a desfilar com mais de uma orquestra


Aumento de músicos também está ligado à imagem de imponência. Pitombeira dos Quatro Cantos, Cariri Olindense e Elefante de Olinda estão entre blocos que aderiram ao maior número de músicos nos desfiles. Imagem de arquivo mostra orquestra nas ladeiras de Olinda
Rafael Medeiros/g1
Responsáveis por entoar o frevo nas ladeiras de Olinda, os blocos de rua carregam a missão de unir a alegria dos foliões aos acordes das músicas tradicionais do carnaval.
Ao longo dos anos, a multidão crescente que acompanha as agremiações sentiu dificuldades em ouvir as músicas tocadas pelas orquestras, devido à distância dos músicos, que costumam sair à frente, junto aos porta-estandartes e dançarinos.
Entre os blocos que aderiram à prática estão agremiações como a Pitombeira dos Quatro Cantos, Eu Acho É Pouco, Cariri Olindense e Elefante de Olinda.
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Para dar conta de levar música a todos os brincantes, blocos tradicionais optaram por agregar aos seus cortejos mais de uma orquestra. A ideia, contudo, também pode ter passado por antiga “disputa” entre os blocos.
“Existem duas histórias: a primeira, claro, é pela quantidade de pessoas que acompanham o bloco. Mas a segunda é que, antigamente, tinha uma história de que a quantidade de tubas e de orquestras representavam a imponência do bloco. Em 2017, no ano em que a Pitombeira completou 70 anos, desfilamos com sete orquestras”, explica antropólogo e Diretor da Pitombeira dos Quatro Cantos da Troça Carnavalesca Pitombeira dos Quatro Cantos, Thiago Santos.
Apesar da ideia surgida anteriormente, a participação da segunda orquestra nos desfiles pelos blocos tradicionais teve maior adesão recentemente. A prefeitura de Olinda informou que não sabe ao certo quantos blocos possuem duas orquestras na cidade durante os desfiles de carnaval.
Instrumentistas de orquestra de frevo
Reprodução/ WhatsApp
Fundada em 1947, uma das troças mais tradicionais de Olinda, a Pitombeira dos Quatro Cantos passou a integrar mais músicos aos cortejos.
“Esse ano, vamos desfilar com duas orquestras nos dois dias de desfile. Na segunda-feira serão a Orquestra do Maestro Carlos e Orquestra Paranampuká. Já na terça, a Orquestra Paranampuká e a Orquestra Mistura Fina estarão no desfile. Mas já estamos planejamos, nos 80 anos do bloco, desfilarmos com oito orquestras”, informa Thiago Santos.
Orquestra de frevo da Troça Carnavalesca Pitombeira dos Quatro Cantos
Thamires Oliveira/g1
A demanda pela inclusão de mais de uma orquestra no desfile também foi acatada pelo Cariri Olindense. A tradicional troça carnavalesca foi uma das pioneiras a aderir a ideia ao acrescentar mais de um grupo de músicos aos desfiles, em 2017.
Já o Elefante de Olinda, que desfila no domingo (2), passou a incluir terá como atração as orquestras do Maestro Oséas e Henrique Dias no ano passado.
“Dá muita gente, então sentimos o desconforto por parte do público. Em 2023 eu precisei filmar em cima de uma casa, lá no Bonsucesso. Eu fiquei na parte de trás do bloco e tinha muita gente seguindo [o cortejo] sem música. Então, as maiores agremiações estão sentindo que uma orquestra só não dá conta”, explica Célio Gouveia, diretor do Elefante de Olinda.
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