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Josefa Gonçalves faz parte de uma série de reportagens especiais do g1 para a folia de 2025. Residência da carnavalesca foi um ‘barracão improvisado’, antes de a Maracatu ter uma sede. Josefa Gonçalves, de 86 anos
Rita Gonçalves/Arquivo pessoal
Até onde vai o amor do folião pela escola do coração? No caso de Josefa Araújo Gonçalves, a ‘dona Fifita’, essa paixão tomou espaço no peito e na casa dela. Isso porque, durante 10 anos, a residência da carnavalesca foi um ‘barracão improvisado’ antes de a Maracatu da Favela ter uma sede no Santa Rita.
Dona Fifita, de 86 anos, responsável pela Velha Guarda da agremiação, faz parte de uma série de reportagens especiais do g1 para a folia de 2025.
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Onde tudo começou
Criada na década de 70, onde os bailes dançantes de carnaval eram populares, dona Fifita sempre foi amante da folia. Ainda jovem, ela ia a festas tradicionais do Estado, época que ela lembra com saudosismo.
“A minha história de carnaval é que sempre gostei […] desde adolescente, lá no Formigueiro onde eu nasci, me criei, ali atrás da igreja de São José. Eu tinha um grupo de amigos lá que, quando chegava o carnaval, a gente saía na rua dançando, ou então ia para os blocos, para as sedes, sede do Macapá, sede do Amapá, no hotel Macapá. Tinha aqueles bailes infantis […]”
Já a história junto às escolas de samba iniciou na Boêmios do Laguinho, por anos dona Fifita foi costureira na ‘Nação Negra’. Esse primeiro contato, segundo ela, foi influenciado pela tradição da escola no bairro do Laguinho.
Entre o amor à escola e os amores da vida, surge Manoel Barbosa Gonçalves, o seu Pelé, com quem a carnavalesca celebra 60 anos de casada. Em 1974, por meio do pedido dele, o casal passou a integrar a Maracatu.
“A Maracatu ficou um tempo ausente, sem ir para as ruas por alguns anos. Quando retornou em fevereiro de 1974, foi quando eu iniciei. Meu marido disse que eu só poderia sair no carnaval se saísse com ele, eu não poderia ficar no Boêmios e ele na Favela, então eu resolvi vir com ele. Eu era responsável pela ala feminina e desde então eu participo do Maracatu da Favela” relembrou.
Seu Pelé e Dona Fifita
Rita Gonçalves/Arquivo pessoal
Barracão improvisado
Segundo dona Fifita, uma das memórias mais marcantes junto a escola é a da época que a sua residência se transformou num barracão. A Maracatu não tinha um espaço para se organizar para sair na avenida. Seria aquele o momento de uma nova pausa. Mas o que seria um drama, se transformou em uma verdadeira união de forças.
“A Maracatu não tinha sede, não tinha para onde ir. Aí nós nos reunimos aqui no pátio da minha casa, era minha casa velha de madeira, nós nos reunimos aqui, eu, e a afinada Neuzona [integrante da diretoria]. Como a gente vai fazer? Aí a Neuzona falou: Fifita, por que tu não dá essa área aqui da frente da tua casa? Eu disse, então bora! Começamos a ensaiar aqui na frente de casa. Passaram-se dez anos da Maracatu ensaiando aqui. Saíram daqui às confecções, tudo aqui.”, detalhou a carnavalesca.
Tradição de família
A paixão pela verde e rosa é um amor de família. Hoje dona Fifita é responsável pela velha guarda, ala criada para valorizar personagens que ajudaram na construção da escola. A carnavalesca segue acompanhando o marido na avenida e com eles vão os netos.
“Graças a Deus eu gosto de carnaval. Eu gosto da escola de samba, eu gosto da avenida. Me sinto feliz”, disse.
Família de Dona Fifita, no carnaval 2024
Rita Gonçalves/Arquivo pessoal
Maracatu 2025
Neste ano a verde e rosa apresenta o enredo “Amazonizar: o olhar do poeta Joãozinho Gomes em Verde e Rosa”, homenageando um dos maiores nomes da música amapaense.
A ideia é mostrar na Ivaldo Veras os encantos da Amazônia de acordo com o olhar do Poeta. A escola vai misturar a literatura com o ritmo da bateria em busca de mais um título.
A escola ensaia todas as noites no barracão, no Santa Rita
Gea/Divulgação
Os desfiles das escolas de samba do Amapá estão previstos para serem realizados nos dias 28 de fevereiro e 1º de março, no Sambódromo (veja ordem dos desfiles abaixo).
Grupo de Acesso
Sexta-feira (28)
Embaixada de Samba Cidade de Macapá (21h às 22h)
Solidariedade (22h35 às 23h55)
Grupo Especial
Sexta-feira (28)
Império da Zona Norte (0h10 à 1h30)
Piratas Estilizados (1h45 às 3h05)
Império do Povo (3h20 às 4h40)
Grupo de Acesso
Sábado (1º de março)
Emissários da Cegonha (21h às 22h20)
Unidos do Buritizal (22h35 às 23h55)
Grupo Especial
Sábado (1º de março)
Boêmios do Laguinho (00h10 à 1h30)
Maracatu da Favela (1h45 às 3h05)
Piratas da Batucada (3h20 às 4h40)
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