Temperaturas podem chegar a 43ºC com nova onda de calor; capitais devem bater novos recordes


Todos os estados do Sul e parte do Sudeste e do Centro-Oeste devem ser atingidos pelo fenômeno. Termômetro de rua marca 40ºC em Porto Alegre.
EVANDRO LEAL/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO
Com a nova onda de calor que começa no fim desta semana, as temperaturas podem superar os 40ºC em algumas regiões do país.
🌡️De acordo com a Climatempo, o fenômeno deve ter início na sexta-feira (28) e se estender ao menos até 5 de março.
Esta é a quinta onda de calor que registrada no país neste ano. Três delas impactaram exclusivamente o Sul do país e uma elevou as temperaturas no Sudeste e no Centro-Oeste. A quinta deve atingir parte do Centro-Sul.
👉Ao menos sete estados devem ser atingidos pela onda de calor nos próximos dias (veja no mapa abaixo):
Rio Grande do Sul
Santa Catarina
Paraná
São Paulo
Minas Gerais
Mato Grosso do Sul
Mato Grosso
Nova onda de calor
Arte/g1
Segundo Fábio Luengo, meteorologista da Climatempo, o Sul do país deve ser novamente a região mais atingida pelas altas temperaturas.
“Porto Alegre deve ser a capital mais quente nesse período, com as máximas chegando a 39ºC. No leste do Rio Grande do Sul e na Campanha Gaúcha, as marcas podem chegar a 43ºC”, prevê.
No Sudeste, São Paulo também deve registrar temperaturas muito acima da média. A expectativa é de máxima de 34ºC, 5 graus acima do esperado para o mês.
Luengo ainda comenta que, com a nova onda de calor, boa parte das capitais afetadas pelo fenômeno podem registrar novos recordes de temperatura para o ano.
São Paulo, Curitiba e Porto Alegre são as capitais com maior chance de observarem as maiores marcas do verão nesse período.
(Veja abaixo como ficam as temperaturas para os próximos dias)
Mapa das anomalias da temperatura entre fevereiro e março de 2025
Arte/g1
Altas temperaturas no Sul
O Sul do país é a região que mais tem sofrido com dias de calor extremo neste início de ano. Já foram três ondas de calor em menos de dois meses completos:
de 15 a 19 de janeiro
de 2 a 12 de fevereiro
de 22 a 27 de fevereiro (veja mais abaixo)
Com os fenômenos, diversas cidades registraram temperaturas recordes para o período. Quaraí, no Rio Grande do Sul, por exemplo, registrou marcas de quase 44ºC. É a maior temperatura observada no estado desde o início do monitoramento, em 1910.
A terceira onda de calor no Rio Grande do Sul começou no sábado (22) e deve se estender praticamente até o início da próxima onda de calor. O fenômeno também afeta grande parte de Santa Catarina.
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Março quente
O início de março com altas temperaturas reflete um pouco como deve ficar o tempo ao longo do último mês do verão.
Segundo a Climatempo, março deve ser quente em boa parte do Brasil, com marcas acima da média principalmente no centro-leste do país e também na região amazônica.
Os meteorologistas também destacam que o La Niña deve se desconfigurar ao longo do mês de março, com o retorno para uma fase de neutra.
➡️O fenômeno tem consequências importantes para o clima no país, como a facilitação da entrada de massas de ar frio e a influência no regime de chuvas. Mas as águas aquecidas dos oceanos de forma geral têm amenizado os efeitos do La Niña, que é considerado de baixa intensidade.
Uma nova massa de ar quente que ganha força entre o norte da Argentina e o Uruguai deve influenciar as altas temperaturas Centro-Sul, especialmente na primeira quinzena do mês.
Veja abaixo como deve ficar a previsão para cada região em março:
Sul
Temperaturas seguem muito altas até por volta do dia 10 de março, principalmente no Rio Grande do Sul, meio-oeste de Santa Catarina, norte e oeste do Paraná.
Calor intenso favorece fortes pancadas de chuva localizadas, e risco de tempestades com granizo.
Ao longo da segunda quinzena a frequência de massas de ar frio tende a aumentar, trazendo um certo equilíbrio nos desvios do mês.
Volumes de chuva um pouco acima do normal na maioria das regiões, mas espacialmente mal distribuídas – provocadas pelo calor.
Sudeste
Calor continua intenso na região até pelo menos o dia 8 de março, com áreas do centro-norte de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro podendo registrar temperaturas bem acima da média até o início da segunda quinzena.
Chuvas mal distribuídas por toda a região. A partir do dia 10, os volumes aumentam em São Paulo, sul de Minas Gerais e sul do Rio de Janeiro. Novos episódios de chuvas fortes podem acontecer até o final de março, mas a tendência é de redução gradual na frequência ao longo da segunda quinzena.
Tendência de períodos de temperaturas mais amenas nos últimos dez dias de março.
Centro-Oeste
Mês deve ser quente e abafado em todas as áreas. Calor e umidade elevada ainda favorecem fortes pancadas de chuva, localizadas, mas que podem ser bastante intensas e volumosas.
Temperaturas acima da média principalmente no centro-leste de Goiás, Distrito Federal e centro-norte do Mato Grosso.
Na segunda quinzena, tendência de redução gradual da chuva no Mato Grosso do Sul, sul do Mato Grosso e sul de Goiás.
Nordeste
Muita chuva no norte da região.
A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) continua se aproximando da costa norte do país e favorece volumes elevados de chuva desde o centro-norte do Maranhão e do Piauí até o Ceará, Rio Grande do Norte e interior de Pernambuco.
Na faixa leste, tempo segue quente e abafado, com picos de calor intenso; chuva aumenta gradualmente de Saltador até Recife.
Chuvas mais irregulares e abaixo da média no sul do Maranhã, sul do Piauí e todo o interior da Bahia. Nessas áreas, o calor é mais intenso e prolongado.
Norte
Início do “inverno amazônico”, com os volumes de chuva que seguem aumentando em todo o centro-norte da região. Quase todas as áreas tendem a ter acumulados acima dos normais.
Na costa norte, entre o Amapá e Pará, ZCIT muito ativa provocando chuvas frequentes e volumosas.
Temperaturas altas e um pouco acima da média.
Veja como ficam as temperaturas nas capitais nos próximos dias, segundo o Inmet:

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